quarta-feira, 27 de abril de 2011

Estava pensando sobre música.
Especificamente na atuação do Thom Yorke no vídeo da música Lotus Flower.
É singelo. Singular.
Mas enfim, ocorreu-me essa manhã: porque é que músicos como o Tom Yorke não fazem música "universitária"?
Já imaginou? " Indie Universitário" ? " World Music Universitário" ?
Já pensou o que seria o "Rock Progressivo Universitário"? Um estilo a la Pink Floyd totalmente Universitário, pra festejar eclipses e liquidificadores.

Porque será que só música ruim tem suas versões amigas Universitárias? Porque? Universitário não é elite? Enquanto isso, os universitários na Inglaterra escutam a versão normal do Radiohead mesmo. Só aqui que a gente tem, parafraseando o Lobão, uma "cicatriz no cérebro" pra gostar de música Universitária.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Encanamento

Sempre os clássicos,
dialogar com eles.

Oh cânone canonizado.

Não suporto.

Espero que o cânone entre pelo cânone,
pelo cano.
Pelicano.

Ovos de Páscoa

São revoltados porque são chocantes!

terça-feira, 19 de abril de 2011

Cigarrettes

The King of Loneliness:



The King of Lioneliness:



The King of nylonliness:


 (ah, the black one!)

The Ling of Kylon:


(ah, she is the one. Kyle went on a quest to buy cigarrettes.)

terça-feira, 12 de abril de 2011

3 eus

Foi assim: Eu estava lá, mas haviam outras duas de mim no mesmo lugar.
Era uma corrida estranha e, quando eu me lembro de ser uma das três que eu era, tentei zelar pela minha própria segurança. Nenhuma de nós poderia morrer naquele lugar. Uma era do futuro, a outra do passado e tinha obviamente um eu no tempo presente. Se qualquer uma de nós morresse, acho que ia explodir um paradoxo daqueles temporais bem ao estilo: Restaurante no fim do Universo.
Chegaram todos a uma sala onde tinha, no canto, uma máquina de refrigerantes, ou sei lá do quê. Eu podia me ver. Observava tudo na pele do meu eu futuristico. Fugindo de vários deles, mas não de mim mesma. Tinha que tomar cuidado para não ser atingida por nada, afinal eu não ia querer que meu eu do presente não tivesse uma vida no futuro.
Foi quando, de repente, um monstrinho muito pequeno, de uma cor marrom meio clara, talvez ocre, com cabelos pontudos e bem peludo, levou-me para dentro da máquina de café. Fomos para dentro da máquina como se fôssemos para dentro da televisão ou de um aparelho de rádio. Eu então soube, que deveria me retirar daquela realidade. Deveria voltar ao meu próprio tempo. Estava salva. Pensei em me jogar da janela, já que estava perto de uma.Pareceu-me a melhor saída. Avistei uma espécie  inimiga voando ao longe. Era certo que seria uma nova perseguição. No meio da queda, quando vi que a criatura me alcançaria, mudei o curso do vôo. Tornei ao quase pouso suave no subterrâneo, onde eu sabia que a criatura não poderia entrar. Nesse instante, eu não era mais eu. Não conseguia continuar presa à mente daquela que foi para dentro do túnel. Já era eu, o inimigo voador. Enraiveci-me pela fuga de mim mesma.
Comecei a rodopiar no ar como um urso de pelúcia. E foi isso que me tornei.

Desodorante Seco

Eu fecho os olhos e me vem a imagem deles.
Pêlos pretos de axila, compridos até.
Cobertos por um pó branco.

Eu quero voltar a ser como eu era.
Reconhecer-me no espelho.
Dançar alucinada uma música maluca no escuro da minha imaginação.
Repetidamente.

Essa cidade me angustia.
Tem gente chorando por todos os cantos,
como um câncer, um pêlo preto encravado de sovaco.
Sufocando. Incomodando.
Presos numa malha branca.
Como se fossem desodorante seco debaixo do braço.

Só se via aos pedaços.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Zíper

"E então, vós que se portam junto da parte mais íntima das calças das pessoas, irão se levantar contra nós! Adianto-lhes: Uma tentativa frustrada de rebelião contra o império dos Botões. Cairão um a um, os zíperes, de suas moradas: Calças, saias e bermudas. Nesse dia, as Leis de Kepler, personificadas pelo próprio e que, regem os movimentos dos botões (dadas suas excentricidades), hão de ecoar um grito de regozijo prazeroso. Nunca houve raça tão espúria e imprópria ao convívio das calças e bermudas como a raça dos zíperes. Caiam! Fujam! Pereçam. Não sois nada sem a raça dos botões, que ergueu todo esse império."

Havia um zíper impaciente no meio da confusão, ele era pequenino e resmungão. Assemelhava-se inegavelmente ao Zíper Dali, com enormes bigodes. Tinha sobrancelhas grossas, feitas no salão de cabeleireiro. Esse foi o único zíper que restou de todos os outros.  Temera a vida longe dos botões. Humilhara-se e conseguira seu lugar naquele mundo, perto da Fonte dos Botões.  Uma fonte caixa alta.

Tempos depois ele viajou pelo espaço. Conheceu um alienígena do planeta Drak, por quem se apaixonou perdidamente. No começo houve uma querela entre o pequeno Zíper e Dennis Quaid, amante anterior do alienígena estranho de Drak. Os homens de Drak podem, como todas as raças desse Universo sabem, engravidar. Nunca se soube se o filho do alienígena era de Zíper ou de Quaid.  Quaid, no entanto, negou a paternidade. Coube ao Zíper, ensinar seus valores rididículos sobre moda e arte, ao filho de seu amado. Houve fartura para o filho do Zíper com o drakoniano. Ele ergueu um império num planeta distante, chamado Terra. O nome desse império é Giorgio Armani.