segunda-feira, 29 de junho de 2015

uma maneira de sentir que todos somos um
é se enxergar como um outro
desconectar-se de si mesmo
e o nosso outro então se vê como um com a gente
assim como o nosso outro está conectado com a gente
a gente está conectado com os outros outros

mas uma outra maneira de ver isso de modo bem mais simples é só ver mesmo
mas aí não tem como explicar
e as coisas todas são assim
a gente simplesmente faz e sente
mas quando vai explicar
aí nasce e mora toda a perversão e todo o perigo

sexta-feira, 26 de junho de 2015

ultimamente

faço parte de um grupo de pessoas que acham que não fazem parte de grupos
considero que o amendoim é fruta, quando me convém
não sou feminista
não vou à missa e nem ao salão
não sou de esquerda, nem de direita, e não estou no meio de nada.
não nasci na Suíça, nem no Sudão
acho que não fui feita pra comer carne de bicho
e que bicho não foi feito pra gente comer a carne
e quero viver numa montanha
onde dois minutos de caminhada por dia vão me fazer mais inteligente
acredito que a inteligência está no coração
e não na cabeça, no intelecto ou na mente
na verdade é tudo tanta coisa que eu nem sei o que é
mas não me importa saber nada
só quero sentir a grama verdinha da terra onde pisa o meu pé
tantas gentes se odeiam, se xingam, se machucam, se roubam, se fingem, se escondem
fico triste quando sinto que sou elas
acredito que empatia existe exatamente porque eu sou o outro e consigo sentir tudo que ele sente
recentemente comecei a me engajar nesse projeto de beber mais água
um outro projeto para me livrar de todas as caixinhas onde as pessoas tentam beber de mim
não ando com todo mundo
falo com quem me faz bem
ultimamente tem sido assim.





liberdade

Se existe liberdade nesse mundo 
é coisa pequena 
dessas que duram um infinito
que voa dentro de uma fração de segundo