terça-feira, 28 de outubro de 2014

revolução

Abro a geladeira. Pra minha grande surpresa, está lá a garrafinha de leite de côco. Confusa, entendo que o triste episódio em que despejei seu conteúdo no lixo aconteceu em sonho. Nos meus sonhos mais nítidos, os sentimentos manifestos, expressivos, vívidos, estão associados a situações inusitadas. Tsunamis gigantescos, cataclismos ou passeios voadores pelo Sistema Solar. Muito raro quando situações cotidianas acontecem de maneira tão límpida e transparente no sonho. Também poucas vezes existiu a percepção da confusão entre o sonho - aquele sonhado com uma cena cotidiana - e a realidade. As situações de confusão, confluência, permanecem adormecidas na bruma da fronteira entre sonho e 'vida real'. Na televisão, a repórter fala sobre a seca em Itu. Pra mim, o recado do sonho é claro: a revolução deve estar acontecendo em algum canto da minha mente. E então, porque não dizer que ela está começando a se espalhar por aí, pelo fluido do inconsciente coletivo ? Tanto faz. Porque essa é só mais uma que vai pra infinita coleção interminável e mutável da verdade.



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