sexta-feira, 1 de abril de 2011

Zíper

"E então, vós que se portam junto da parte mais íntima das calças das pessoas, irão se levantar contra nós! Adianto-lhes: Uma tentativa frustrada de rebelião contra o império dos Botões. Cairão um a um, os zíperes, de suas moradas: Calças, saias e bermudas. Nesse dia, as Leis de Kepler, personificadas pelo próprio e que, regem os movimentos dos botões (dadas suas excentricidades), hão de ecoar um grito de regozijo prazeroso. Nunca houve raça tão espúria e imprópria ao convívio das calças e bermudas como a raça dos zíperes. Caiam! Fujam! Pereçam. Não sois nada sem a raça dos botões, que ergueu todo esse império."

Havia um zíper impaciente no meio da confusão, ele era pequenino e resmungão. Assemelhava-se inegavelmente ao Zíper Dali, com enormes bigodes. Tinha sobrancelhas grossas, feitas no salão de cabeleireiro. Esse foi o único zíper que restou de todos os outros.  Temera a vida longe dos botões. Humilhara-se e conseguira seu lugar naquele mundo, perto da Fonte dos Botões.  Uma fonte caixa alta.

Tempos depois ele viajou pelo espaço. Conheceu um alienígena do planeta Drak, por quem se apaixonou perdidamente. No começo houve uma querela entre o pequeno Zíper e Dennis Quaid, amante anterior do alienígena estranho de Drak. Os homens de Drak podem, como todas as raças desse Universo sabem, engravidar. Nunca se soube se o filho do alienígena era de Zíper ou de Quaid.  Quaid, no entanto, negou a paternidade. Coube ao Zíper, ensinar seus valores rididículos sobre moda e arte, ao filho de seu amado. Houve fartura para o filho do Zíper com o drakoniano. Ele ergueu um império num planeta distante, chamado Terra. O nome desse império é Giorgio Armani. 



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