segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

bambuzal na bienal


Eu em um outro dia desses: "Não. Espera aí! Que que é isso? Eu venho pra uma vernissage chiquérrima  e encontro uma indecência dessas? Um cara barbudo e de madeira... sem roupa? Não. Não. Vai colocar pelo menos uma samba canção senão vão acabar te demitindo dessa mostra de arte... vai por mim que você vai estar no design."


Eu em um outro minuto de um outro dia desses: "Ei, também não é pra tanto... não precisa se jogar do seu palquinho de madeirinha por causa disso. A vida vale a pena... é. É. Não. A sua barba não é feia. Orelhudo?  É claro. Sua barriga é estilo pin-up girl. Não. Não. Não foi bem isso que eu quis dizer..."


Eu em um outro minuto depois de uns outros dez minutos de um outro dia desses: "Isso, isso... sai daí da berada vai. Isso não adianta pra esconder os documentos. Você tem que cair na real e colocar uma roupa mesmo.  Pára com essa cara! Pelo menos uma cueca vai... "

Eu em um outro minuto depois de um outro minuto de uma outra hora de um outro dia desses: "Levanta a cabeça meu. Desdobra os joelhos também. Isso.  Encara os problemas de frente! Isso, isso. Agora eu quero que você entre lá dentro e procure pelo menos um tapa sexo pra se cobrir. Engole esse choro! Pxsiii! Se você fizer o que? Vai pegar fogo?"

Um comentário: