quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Padupoulos

Quanto à você meu amigo,
se sente cinza essa tarde
como eu na multidão de cores,
me ouve e fala pra mim

Pensamos a mesma coisa dolorosa
e sobre ela, se debruça a tarde
sobre meu choro e o seu que não é de lágrima,
tão distante e sem fim

Penso que você me entende
ou apenas sinto que desse jeito é
por vezes, não trocamos mais que meia dúzia de palavras
sobre o mundo que se insurge dentro de nós

O mundo está lá fora
e você arregaça as mangas de campos na Londres cinzenta,
"mais um"que somos nos metrôs por aí.

O que incomoda em viver
é sem ter por onde
sem ter ninguém e ao mesmo tempo ter,
tido.

O mundo está lá fora demais
e é isso o que dói.

Lembra-me, lambari-me
pedaços de memórias de dezoito anos
as risadas de "gipsys" e as alucinações coletivas,
literalmente Me Likan,
por onde passeam cálculos de geometrias analíticas,
Padupoulos é pra você
que sempre me faz e me ouve as críticas.





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