domingo, 9 de agosto de 2009

baladas

depois você me manda seus sonhos?
venha com seus lirismos oníricos,
seus onirismos,
suas licenças poéticas narradas à título de confusão, todas nuns novelos de gato enovelados, enevoados.
ah, embale-os pra enviar!
enquanto embalados,
estão na categoria dos doces
ou de balas de prata que quando tornadas ao coração dos lobisomens
lhes consomem a vida?
chegariam eles, seus sonhos, até mim como crianças que dormem ao som de uma canção
...embaladas?
por uma música feita com flauta de êmbulo...
sejam eles doces como as notas dela
nota alguma se propaga por tao longa distancia,
mas, mande embalados,
e me crie novos pacotes,
ao preço insignificante de nada custarem,
diferentes da balas que matam e que matam
os bardos barbudos flauteiam
enquanto aqueles alces sem chifres
soldados distantes de Morfeu
deixaram marcas de brincadeiras na grama
vi que os lobisomens tambem brincavam
mas se perderam porque os acertaram,
as balas dos seus sonhos medonhos,
as balas que não se manda assim de qualquer jeito
ou de modo algum,
eu reclamo
mas mande-os sim
sinto fome de suspiros,
mande os seus sonhos pra mim

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