quarta-feira, 24 de junho de 2009

aerômetros

Havia uma menina bêbada cujos olhos
catavam-vento,
suas íris giravam como frevos em guarda-chuvas
rodavam, feito seu mundo
êta-óleos!
êta-nolhos
ê-ólicos
eu olho!

Ela tinha medo
que as fotografias lhe roubassem
a alma quando fitassem o olhar,
aerômetros
por onde ela escapava,
numa ventania cambaleante
que balançava
todas as massas dançantes,
de ar.

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